Amanhã, ao meio-dia, Missões Nacionais convoca batistas brasileiros para um minuto de intercessão pela Pátria

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A Palavra no lixo

Começamos a realizar caminhadas de oração para, depois, mapearmos os alvos, procurando identificar os árabes, onde trabalham, seus restaurantes, mercados e outros pontos que frequentam. O próximo passo foi firmar um relacionamento de amizade, pois só nos ouviriam quando tivéssemos a confiança deles.

Certo dia, minha esposa abordou uma mulher muçulmana. Depois de um tempo de conversa ofereceu-lhe de presente uma Bíblia. Ela aceitou o presente, mas, assim que minha esposa saiu de perto, jogou a Bíblia no lixo. Alguns amigos, que estavam próximos à cena, viram o acontecido e então resgataram aquela Bíblia da lata de lixo. Ficamos muito tristes, pois foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Nossa oração tem sido para que Deus conceda outra oportunidade àquela mulher.

Em outra ocasião, estava andando pelo comércio, procurando encontrar árabes, e deparei-me com um homem lendo a Bíblia. Ao se identificar como muçulmano, fiquei muito surpreso, pois, enquanto aquela mulher desprezou a Palavra, este a estava lendo. Conversamos um pouco e fiquei de voltar para uma nova visita. Certa noite, sonhei com aquele homem e, no sonho, ele estava com a Bíblia e o Alcorão abertos e, virando-se para mim, dizia: "Ajude-me, ajude-me". Acordei, orei por ele, e pela manhã fui visitá-lo. Quando o encontrei, tive a oportunidade de falar-lhe sobre Jesus e, ao final do encontro, declarou: "Essa conversa tem que continuar". Desde então tenho passado na loja dele para darmos continuidade à nossa conversa.

Nosso objetivo é fazer com que cada árabe tenha um Evangelho ou a Bíblia no seu próprio idioma. Além disso, precisamos de pessoas dispostas a distribuir este material, agilizando o processo de semeadura, e incentivar árabes e descendentes já convertidos a se tornarem testemunhas entre seu povo.

Khaled e Hanan
Missionários de JMN entre os Árabes



Meu trabalho não é vão no meu Senhor

Eu sou Luzinete, uma pequena serva do Senhor Jesus. Teve gente que disse que eu não seria chamada pela JMN porque não era capacitada e aí eu disse: - mas eu tenho certeza que o meu trabalho não é vão no meu Senhor. Então com 2 anos e 2 meses (período em que meu marido José Robson Dantas Bezerra já era missionário) fui chamada, fiz o treinamento e fui aprovada para integrar o quadro de Missões Nacionais.

Desde o começo temos enfrentado grandes obstáculos, mas, mesmo assim, não paramos de caminhar porque o nosso trabalho não é vão no Senhor. Certo dia, um irmão de uma igreja comentou que era loucura a JMN ter nos colocado no campo (o missionário foi contratado como evangelista e está cursando o seminário). Depois disso, nós nos ajoelhamos e oramos, pedindo sabedoria a Deus, para que Ele nos capacitasse para a sua obra. Meses se passaram e houve um grande culto em nossa casa. Ali, o mesmo irmão, com os olhos cheios de lágrimas, ficou admirado com o trabalho e nos pediu desculpas. Nós servimos a um Deus que não vê como o homem.

No dia 21 de janeiro de 2010, recebi um telefonema. Às 8h da manhã, nosso coordenador me deu a grande notícia: fui chamada para fazer parte do quadro da JMN. Isso simbolizou a nossa vitória. Ninguém mais esperava por isso, mas eu e meu esposo tínhamos a certeza de que ela viria. Cheguei ao Rio de Janeiro para o período de avaliação. Eu estava muito nervosa e, quando isso acontece, costumo esquecer-me de tudo. Ainda assim, tinha a certeza de que Deus é fiel e não faz as coisas pela metade. Enfim, chegou o momento da entrevista e, quando chamaram pelo meu nome, me ajoelhei, orei e disse a Deus: - Senhor, termina a obra que começou. Depois de um longo processo, fui aprovada.

Glórias a Deus! Ele completa aquilo que começa. Todas as palavras que escutamos só serviram para nos dar ânimo nessa caminhada tão difícil. O importante é fazer a vontade de Deus. Hoje estamos lá com oito frentes missionárias e com escola bíblica em três assentamentos. Nestes assentamentos, o povo sobrevive de lixão e certa vez encontramos uma mãe que estava dando carne podre ao filho, dizendo que era tudo o que tinha para oferecer. Começamos então a fazer o sopão pra atender aquelas pessoas. Pedíamos aos irmãos da igreja e todos os dias levávamos o sopão. Certo dia, uma criança me olhou bem nos olhos e disse: - tia, bem que minha mãe diz que quando a comida é feita com amor ela é a coisa mais gostosa deste mundo. Aquilo nos encheu o coração e nos deu cada vez mais força para lutar e trabalhar e se Deus quiser vamos avançar cada vez mais.

Luzinete Batista de Brito
Missionária leiga em Carnaubais, RN



Caçadores de almas perdidas

Certo dia, durante a caminhada de oração encontramos, próximo a um supermercado, um garoto deitado na rua. Resolvemos tirá-lo da rua, uma vez que estava chovendo. Ele estava muito sujo e drogado, tinha 8 anos de idade e me pediu biscoito e  Danone. O Radical Brasil Geilton abraçou e beijou aquela criança, naquele momento soou em meu coração: Dai-lhes vós de comer. Foi quando percebi que o alimento seria uma ferramenta no período em que eles estivessem lúcidos, ou quase lúcidos. Percebi que essa era a ordem de Deus. Nos reunimos em oração e saímos às ruas com as sacolas cheias de pães. Comecei acordando a primeira pessoa na rua, dei o pão e falei do amor de Deus e todo o grupo começou a fazer o mesmo. As pessoas começaram a falar umas para as outras: "são os amarelinhos que estão aqui para nos abençoar". Depois na praça Júlio Prestes celebrávamos ao Senhor com gratidão e louvor.

Nesse mesmo período, a polícia estava agindo nas ruas e praças com muita intensidade e muitos se refugiaram na favela do Moinho no centro de São Paulo. Fomos para lá também, nos dividíamos em grupos com trabalho com crianças, cortando cabelo e realizando estudos bíblicos, recebendo o reforço da Trans Paulista.

Certo dia quando chegávamos à favela fomos confrontados com um pelotão de policiais que estavam na revista à procura de alguém ou de drogas. Fomos enquadrados também. Um garoto do grupo foi levado para junto do pessoal enquadrado na revista de drogas. Os policiais armados cercaram tudo. Ficamos sem ação, fomos colocados num barraco e, quando o grupo queria se desesperar, pedi para todos orarem, cada um de uma vez. Quando acabaram nada tinha mudado. Então pedi para cantar e quando começamos a cantar "Como Zaqueu" toda a favela estava cantando também e formou um grande coral a Deus e o lugar foi movido pela glória de Deus e todos foram liberados.

A mão de Deus estava sobre nós e vimos a sua glória. Ao sair dali uma garota se aproximou e pediu ajuda para largar as drogas. Era a Geisa, tão debilitada e triste e sem esperança. Fiz o convite para ela aceitar a Cristo e orei por ela. Fui embora pensando como poderia pagar uma clínica de recuperação para aquela jovem, quando encontrei uma mulher de fibra, Dra. Valdelice (Val) presidente Associação Centro de São Paulo, que adotou a Geisa me dando o dinheiro na mesma hora. No dia 6 de agosto de 2009 nós a internamos na casa de recuperação Desafio Jovem. Foi um milagre de Deus. Depois internamos a Emma, Fabrício, Marcelo, Célio, Rodrigo, Índio, Jarbas e outros.

Geisa passou seis meses na casa de recuperação e desde dezembro está morando conosco no projeto. No dia 27 de dezembro se batizou e confirmou sua decisão. Atualmente ela ajuda no projeto como um agente multiplicador das bênçãos de Deus para alcançar outros, não só ela como o Célio e o Rodrigo que também são frutos do trabalho.

A Tenda da Paz é uma das estratégias usadas neste trabalho. Armamos tendas na Praça Júlio Prestes às quartas-feiras e às sextas-feiras na praça Coração de Jesus: cortamos cabelo trabalhando com baixa autoestima, fazemos estudos bíblicos, abordamos com evangelismo, celebramos ao Senhor, oramos pelas pessoas, atendemos mães que passam com fotos de seus filhos procurando nas ruas, trabalhamos com as crianças que passam nas praças, encaminhamos para internação e fazemos tudo que está ao nosso alcance. Certo dia um deles me chamou e disse: "Irmã, vocês são os caçadores de almas perdidas!" Eu louvo a Deus porque ele conseguiu fazer essa leitura nossa.

Soraya Machado
Missionária na Missão Batista Cristolândia, SP




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