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 ESTUDO

Por um Brasil verdadeiramente feliz...precisamos de um avivamento espiritual

Por João Falcão Sobrinho, pastor e escritor


Há algumas características comuns aos avivamentos espirituais dos tempos bíblicos e na história da Igreja Cristã. Menciono apenas as mais comuns.

1. Os avivamentos sempre ocorrem em períodos de apostasia, decadência moral, quando há a quebra dos princípios éticos da Bíblia e resfriamento do fervor missionário, quando os ritos eclesiásticos se tornam rotinas sem qualquer interioridade, sem profundidade na alma.

2.  Os avivamentos resultam de uma ação profunda do Espírito Santo em resposta à sede espiritual de verdadeiros cristãos inconformados com a falta de vida cristã real, que dobram seus joelhos em sincero quebrantamento e intercessão.

3.  Quando os avivamentos descem sobre a igreja, a Bíblia deixa de ser um livro para ser estudado e se torna um manancial de realidades espirituais. Seus ensinos são praticados com alegria, como a busca por um real significado para a vida.

4. Cristo deixa de ser um personagem da história e passa a ser uma pessoa viva, real e presente no viver cotidiano dos crentes como um amigo com quem se pode falar sentindo que ele realmente está ao nosso lado e podemos nos comprometer com ele.

5. A religião cristã passa a envolver a razão de fé e a emoção mais sadia na construção de um viver vitorioso. A vontade humana passa a ser direcionada para a realização do propósito de Deus. Ou seja: o verdadeiro avivamento se fundamenta na compreensão da verdade bíblica sem descartar as emoções e tange a vontade humana na direção da vontade de Deus.

6. Todos os avivamentos são acompanhados de impulsos espontâneos individuais e coletivos de arrependimento, confissão de pecado e endireitamento de vidas. Negócios escusos e lucros desonestos são recusados, viciados incorrigíveis são libertados dos seus vícios, corações sujos de desejos impuros são lavados, lábios dados à mentira passam a proferir somente a verdade, a soberba dá lugar à humildade, o egocentrismo cede a vez à solidariedade, os olhos cobiçosos passam a ter um olhar puro, a fidelidade em todos os sentidos toma o lugar da falsidade, a conformação com o mundo dá lugar à transformação pela renovação do entendimento e prática da vontade de Deus e isso é ser feliz.

7. Como resultado da mudança do comportamento dos crentes, da importância que a Palavra de Deus passa a ter em suas vidas e do nível de poder espiritual nos cultos das igrejas e na pregação, os avivamentos são acompanhados de conversões notáveis e em grande número. Conversões em massa, multidões afluindo espontaneamente aos templos e aos locais de pregação tangidas pelo Espírito de Deus e clamando por salvação, são características dos avivamentos.

8. Outra notável resultante dos avivamentos é o desprendimento dos bens materiais e a generosidade em contribuir com recursos materiais para progresso do Reino de Deus sem a necessidade de apelos ou campanhas.

9. Os avivamentos sempre encontram violenta oposição dos poderes satânicos e encontram feroz resistência dos poderes eclesiásticos estabelecidos, que veem no despertamento espiritual do povo uma ameaça ao seu poder hegemônico. Em Pentecostes, Satanás tentou ridicularizar a manifestação perceptível do Espírito Santo e não será diferente em nossos dias. 

Vida profunda em Cristo, fé interiorizada no coração de cada crente, espiritualidade verdadeira, busca por um viver santo, fidelidade e alegria na compreensão da Palavra de Deus, aceitação do sobrenatural pela realização do milagre do novo nascimento, amor fraternal radicado no perdão como estilo de vida e na ajuda mútua sem qualquer outro estímulo que não seja o amor, multidões de convertidos a Cristo, uma nova igreja, uma nova sociedade fundada no evangelho, alegria, profunda alegria no Espírito, paz no meio da tormenta de injustiças e violência do mundo, se é isso o que queremos, um Brasil verdadeiramente feliz, nós queremos um avivamento espiritual e é por isso que devemos clamar a Deus. 

Acredito sinceramente que, para termos um Brasil verdadeiramente feliz, precisamos de um avivamento espiritual entre o povo de Deus nesta nação. Um avivamento em que o Espírito do Senhor torne real a presença libertadora de Jesus Cristo na alma dos brasileiros. Para que sejam anunciadas as Boas-Novas com poder do Espírito e não apenas com a competência profissional midiática. Para que sejam libertados os escravos do Diabo, libertados os oprimidos pelos pecados aceitos e promovidos pela trans-modernidade e que fazem do povo brasileiro um povo eufórico, mas não feliz, evangélico em grande parte, sem o evangelho, nominalmente cristão, mas sem Cristo, por isso sem a felicidade que somente Cristo pode dar.


 SERMÃO

Tema: O Deus que Chama
Textos: Gênesis 3.9, Josué 3.5, Isaías 6.8

Introdução - Desde que o homem pecou Deus passou a se preocupar em resgatá-lo para que ele possa experimentar comunhão plena com o Criador. Para isso então é necessário que o homem atenda estes três chamados de Deus.

I - DEUS CHAMA PARA SALVAÇÃO - Gênesis 3.9

1- Deus procura o homem
- No meio do pecado - vícios, miséria...
- O homem procura refúgio - coisas fúteis
- Sua real condição: morto em delitos e pecados

2- Deus Chama
- Por intermédio da sua Palavra - Mensagem
- Por intermédio da fé - Ouvir
- Por intermédio de seus servos - vida e testemunho

3- Jesus Cristo Liberta
- Por meio da sua Palavra Jo 8.32
- Por meio do seu amor - sacrifício na cruz
- Por meio do seu poder - seu sangue.

II - DEUS CHAMA À SANTIFICAÇÃO - Josué 3.5

1- O homem precisa conhecer a Deus - Novo nascimento
-  Precisa imitar a Deus - vida santificada
- Precisa viver com Deus - Enoque
-  Precisa viver para Deus - Paulo - "já não vivo eu, mas..."

2- A santificação deve ser hoje - agora
- Deus está no presente
- Ao homem não pertence o amanhã

3- A santificação traz resultados
- Deus sente alegria
- O crente cresce espiritualmente
- O Senhor fará maravilhas

III - DEUS CHAMA AO SERVIÇO - Isaías 6.8

1- Deus escolhe homens desde o princípio: Noé, Abraão...
- Homens ocupados......
- Homens de iniciativas. Pró-ativos...

2- Para quê Deus chama?
- Serem pescadores de homens
- A seara está pronta - faltam trabalhadores
- Onde estão os trabalhadores?

3- Quem irá responder ao chamado de Deus?
- A quem o Senhor enviará? Você?...
- Você está pronto? Eis-me aqui...


 EDITORIAL PARA BOLETIM



Por um Brasil verdadeiramente livre

Liberdade é a palavra que expressa um dos sentimentos mais profundos da alma humana. Ela retrata o desejo que temos de superar toda e qualquer condição ou situação que aflige nosso ser. Retrata, portanto, a busca por um estágio de vida que nos proporcione um estado de bem-estar interior, de felicidade.

Dentre as muitas realidades que aumentam o anseio por liberdade, as mais comuns são: impossibilidade de ir e vir por imposição política; incapacidade de movimentar-se por enfermidade ou limitação fisiológica; ausência de perspectivas positivas frente a relacionamentos afetivos ou profissionais insatisfatórios; condição precária da vida em termos de segurança, habitação, transporte, por exemplo, em face das limitadas condições econômico-financeiras e, sobretudo, a dificuldade para aceitar as limitações próprias da nossa condição de seres humanos.

Não por acaso, portanto, fazendo uso das palavras do profeta Isaías, Jesus apresenta sua mais forte declaração de missão:

"O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos" (Lc. 4.18)

Seja qual for o significado escolhido, entre as muitas possibilidades que as palavras pobre, cativo, cego e oprimido oferecem, o fato é que elas abarcam as principais áreas de aflição nas quais nós, seres humanos, nos encontramos e alimentam nosso anseio por liberdade.

Não importa se o sentido dado a elas é de natureza espiritual, existencial, econômico, político, emocional, social, físico, enfim, o fato é que, seja o que nos faz sentir prisioneiros, em maior ou menor grau, pode ser relacionado a uma delas, pelo menos.

Essa declaração de missão, bem como as ações de Jesus, evidencia a visão integral que Ele tinha do ser humano, contrastando com a visão parcial daqueles que, rejeitando o interesse de Deus pelo que nos acontece no aqui e agora, focalizam apenas uma das dimensões da vida humana - a espiritual -, cujos efeitos afetariam somente a definição do endereço do indivíduo na vida pós-túmulo, no céu ou no inferno.

É fácil comprovar, à luz das Escrituras Sagradas por nós aceitas, que a manifestação histórica do amor de Deus pela humanidade não é seletiva. A história não confirma um Deus que seleciona algumas dimensões da vida humana para ser alvo de seu cuidado e, em outras, nos abandona à própria sorte. Exemplo maior dessa compreensão integral são as palavras de Jesus:

"Eu vim para que tenhais vida e vida em abundância" (Jo 10.10).

Diante dos desafios que a condição de pobres, cativos, cegos e oprimidos representa, Jesus assume três posturas como de responsabilidade sua: evangelizar, proclamar e agir. Podemos dizer que a primeira indica que há uma boa notícia em meio às dores humanas; a segunda pode ser relacionada com o conteúdo da boa notícia e a terceira, com o resultado que se espera de quem é alcançado pela boa nova.

Essas três palavras são aplicadas tendo em mente a pessoa humana. Não é o empreendimento religioso chamado igreja ou político chamado Brasil que está no centro das atenções. Um empreendimento religioso ou político pode ser forte a despeito e até a custa do sofrimento humano. Fixar os olhos na igreja ou no país tem seu valor, porém, quando a humanidade é mantida em destaque, o coração se nutre de compaixão. É o que percebemos quando lemos:

"Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor" (Mt 9.36).

O texto acentua, também, que a presença do Espírito na vida de Jesus era a evidência da unção, da legitimação espiritual; era a confirmação do seu papel missionário no mundo.

Diante disso, não há como não sermos despertados para as necessidades integrais de cada brasileiro ou não sermos constrangidos a cumprirmos nossa missão inspirados no exemplo de vida de Jesus, a fim de que possamos ver todo um povo, o povo brasileiro, verdadeiramente livre.

Edvar Gimenes de Oliveira
Pastor da Igreja Batista da Graça, Salvador, BA



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